Alberto Coimbra: o sonho do Brasil independente

Primeiro de março de 1963. Têm início, no Rio de Janeiro, as atividades do curso de mestrado em Engenharia Química da então Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Era o embrião da futura Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia (COPPE), nascida do ideal de um visionário e obstinado professor – Alberto Luiz Galvão Coimbra -, que, na época, abandonou seis de seus sete empregos para, em regime de tempo integral e dedicação exclusiva, colocar em prática uma idéia fixa: conjugar ensino e pesquisa para formar engenheiros criadores e não apenas operadores. Essa era, e ainda é, na opinião do professor, a condição necessária para manter um país independente.

Carioca, nascido em Botafogo, em 1923, formou-se pela Escola Nacional de Química da extinta Universidade do Brasil, por onde também se doutorou em Ciências depois de fazer mestrado em Engenharia Química na Universidade de Vanderbilt, nos EUA. Coimbra pertence à geração de nacionalistas típicos das décadas de 40 e 50, forjados na era de Vargas, que sonhavam com um Brasil industrializado. “Temos de formar mestres e doutores, gente capaz de criar a tecnologia que dará suporte ao processo de industrialização”, dizia a ele aos interlocutores que buscava arregimentar para ajudá-lo a construir a COPPE. A instituição se transformaria, poucos anos depois, em referência nacional na área de pesquisa tecnológica e no maior centro de pós-graduação em engenharia da América Latina, atualmente com 12 programas, 300 professores e cerca de 2,5 mil alunos.

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